Nome
Wonderful Designs (WD)
Fundado
30/08/2013
Web-Master
Leithold
Co-Web
Lady-Chang
Moderação
Kekahi e Serpentae
Feat
Expedition 33
Layout por
Leithold
Be original. Be Wonderful
Em Alta
Postagens populares aparecem em modo público.
✸ REVIEW - WONDERFUL DESIGNS ✸
TÍTULO: Winter Roses
AUTOR: MissClark
FANDOM: BTS
GÊNERO: Épico/Romance/Aventura
PALAVRAS (LIDAS): 14.744
STATUS: Em hiatus/andamento
ACESSO: https://www.spiritfanfiction.com/historia/winter-roses-jeon-jungkook-26233923
I. VITRINE DA OBRA
TÍTULO: O título passa a ideia de algo delicado tentando sobreviver em um ambiente frio. Uma analogia perfeita para a relação do protagonista com Rosalie, até onde li. Ele é o nosso inverno. Ela, a rosa que insiste em nascer no meio dele.
CAPA: A capa é belíssima! Serve ao fandom, ao público externo e ao universo com beleza e sofisticação. As paletas sombrias e românticas, concomitantemente, entregam exatamente o tom da história.
SINOPSE: A sinopse apresenta o mundo, o conflito e o personagem principal. E, na parte final dela, convida o leitor com uma pergunta instigante. Ela não deixa espaço para a imaginação de quem quer saber exatamente o que vai ler e encontrar na história. É mais do que o suficiente.
II. ANÁLISE TÉCNICA
Normalmente, seguimos uma ficha técnica pré-definida para reviews. Ela separa a análise da história em pontos práticos, com highlights. Mas, desta vez, eu quis que este feedback fosse tão fluído e natural quanto a leitura de Winter Roses foi para mim.
Porque, em algum momento, eu esqueci que estava lendo uma história.
Que loucura!
Esqueci algo tão básico, tão óbvio, tão automático, e lembrei exatamente o porquê eu leio.
“Ah, é por isso!”
Com Winter Roses, eu me lembrei do tipo de sensação que me tira de uma ressaca literária. A sensação de não apenas sentir que a história está diante de mim, mas ao meu redor.
Quero falar sobre o livro, mas sem deixar de citar seus aspectos técnicos, claro. Eles existem e merecem atenção. No entanto, é difícil separar a análise da experiência quando a leitura pareceu quase pessoal para mim.
Em certos momentos, eu era Jeon Jungkook. Em outros, eu era Rosalie. Eu também era o cenário, a natureza, as personagens, os objetos e a canção.
Era a pobreza e a desgraça do Norte.
Era a coceira, a dor e o desconforto de Jungkook. Era o desespero de Rosa diante de uma jornada para um lugar onde eu não sabia se ela deveria ir. Era o medo das aranhas, o carisma das crianças, a tensão do caminho. Eu vivi cada descrição do livro.
E poderia passar parágrafos quilométricos falando sobre tudo o que funcionou apenas pela sensação da leitura, sem entrar em nenhum comentário técnico. Mas há muita coisa consciente acontecendo no texto.
A primeira sensação que tive foi a de estar assistindo a um filme. Para ser ainda mais precisa, um dorama. É impressionante como tudo é visual. Caramba. As cenas, os diálogos, as aberturas, os deslocamentos, os silêncios, as expressões. Eu conseguia enxergar as personagens, o cenário, a paisagem, os gestos, até aquilo que elas não diziam diretamente.
A história é muito imersiva, meu Deus.
Ela chama o leitor para dentro, acomoda a gente ali e, quando percebemos, já não queremos sair. Não é uma leitura que prende por esforço. Ela prende porque funciona.
Nos diálogos, não houve excesso de exposição, nem na apresentação do contexto, nem na construção do mundo. Eles são precisos e suficientes. O incidente incitante demora um pouco a aparecer, principalmente se pensarmos no modelo contemporâneo que joga o conflito logo na primeira linha para sequestrar o leitor. Mas ele está lá, no final do segundo capítulo, e eu consigo entender a escolha narrativa.
A abertura em flashback prepara o leitor para se importar com a experiência negativa do protagonista com as aranhas. E funciona. Porque uma das coisas que eu mais fiz durante a leitura foi me importar com as personagens, inclusive com familiares que aparecem pouco nesses cinco primeiros capítulos.
Também foi curioso perceber que eu estava lendo uma fanfic, e digo isso sem nenhum tom de rebaixamento ao gênero. Pelo contrário. A minha experiência foi a de estar lendo um livro publicado. Muitas fanfics, por já partirem de um universo existente, acabam tornando a entrada de leitores externos um pouco difícil. Alguns autores presumem que o leitor já conhece aquele mundo, aquelas relações, aquelas regras. E talvez isso faça sentido, já que fanfics também existem como um espaço de fã para fã, com seus próprios códigos e referências.
Mas, na história, isso não se tornou uma pedra no sapato. Meus pés estavam muito confortáveis. Obrigada. A narrativa me recebeu mesmo eu sendo alguém de fora daquele universo. Ela me deu contexto sem transformar isso em aula, sem interromper a fluidez, sem despejar informações.
Eu fui entendendo o mundo à medida que ele se movia.
Em termos técnicos, o único ponto que eu revisaria com mais atenção é o uso de verbos impessoais, especialmente aqueles que não vão para o plural, como “haver” no sentido de existir. Fora isso, a escrita está muito segura.
E quando digo segura, não estou falando apenas de correção gramatical ou domínio da língua. Há outro tipo de consciência no texto: uma consciência narrativa. Uma percepção muito precisa de efeito. Muito disso se relaciona à escolha da terceira pessoa onisciente (que eu confesso ser uma das minhas favoritas, sou suspeita em falar). Mas esse tipo de narração não funciona plenamente apenas porque foi escolhida. Ela precisa ser conduzida.
E deu super certo, viu? As frases não parecem pensadas apenas para comunicar uma imagem. Elas parecem pensadas para conduzir a percepção do leitor. Em vários momentos, eu lia uma descrição e ela parecia suficiente por si só, completa em sentido. Até que vinha a frase seguinte, e eu percebia que aquela imagem ainda podia ser ampliada.
Eu não sentia falta de nada até receber exatamente aquilo que faltava.
Eu só não sabia que precisava daquilo.
Esse, para mim, é um dos pontos mais fortes da escrita: ela cria uma sensação de suficiência e depois expande essa suficiência. O leitor acredita que já entendeu tudo, até que a narração revela uma camada a mais. E essa camada muda a percepção da cena, da personagem ou do sentimento.
Além disso, a escrita é muito boa, as transições de cena são suaves e a narração tem ritmo. É o tipo de texto que dá vontade de ler em uma sentada. E não porque ele não exige atenção ou imersão. Pelo contrário. É justamente porque ele recompensa a atenção do leitor.
Em certo momento, me vi prestes a grifar o diálogo do pai, quando ele se despede do protagonista. Foi o tipo de trecho que eu marcaria em um livro físico ou salvaria no Kindle. Tive essa mesma sensação em outras partes do texto.
Como eu disse, eu simplesmente esqueci que estava lendo um livro. E esse talvez seja um dos maiores elogios que eu possa fazer.
Sou muito fã de romances contemporâneos, mas a história me lembrou o quanto uma ficção épica pode ser boa quando é bem conduzida. As referências parecem certas para o contexto. Nada soa deslocado da época: roupas, costumes, mundo, relações, diálogos. Parabéns pela pesquisa e pelo esforço.
Tudo parece pertencer àquele universo.
No fim, o que mais me marcou foi isso: a história não parece apenas bem escrita. Ela parece consciente do que está fazendo. Ela sabe quando mostrar, quando segurar, quando aprofundar e quando deixar o leitor chegar sozinho. Eu amei.
E vou acompanhar até o final.
Porque, agora, além de leitora, virei uma fã.
Então, por favor, autora, não me deixe morrer nesse hiatus. Você não criou essa história.
Você foi escolhida por ela para trazê-la à vida.
VEREDITO FINAL
⭐⭐⭐⭐⭐
TaiS Autor(a)
Membro da equipe Wonderful Designs.

MDS 🥹😭😭😭
ResponderExcluirMeu Deus²… eu nem sei por onde começar, juro 😭🌹
ResponderExcluirJá queria pedir desculpas de antemão, porque prevejo erros ortográficos e palavras faltando nessa resposta 😅
Eu fiquei sem chão com esse review — no melhor sentido possível. Você transformou uma avaliação em uma experiência tão bonita que eu ainda estou tentando processar tudo o que senti em cada parágrafo. De verdade, muuuuito obrigada pelo seu tempo, pelo carinho presente em cada linha e pela pela forma tão generosa com que você recebeu Winter Roses. Eu me senti verdadeiramente vista como autora lendo esse review.
E você nem imagina o momento em que essas palavras chegaram para mim. Ler você dizendo que eu fui escolhida para trazer essa história à vida, justo numa madrugada em que eu estava cheia de dúvidas sobre o meu valor como escritora — sobre o valor de WR — foi algo que me emocionou profundamente. Parece exagero dizer isso, mas essas palavras foram o abraço que eu mais estava precisando. Obrigada, obrigada, obrigada 💖💖💖
Também preciso dizer que fiquei especialmente emocionada naquela parte em que você comentou sobre o diálogo do pai. Saber que houve trechos que te deram vontade de grifar, salvar ou marcar como favoritos foi algo que mexeu muito comigo. E, para ser completamente sincera… eu salvei esse review no meu computador para reler nos meus dias sombrios, quando eu estiver precisando de um raio de luz 😂🌹
De coração, obrigada 💖
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P.S.: Perguntinha meio aleatória 😂 Seu @ no Spirit é “escritoratay”? Fiquei com vontade de fazer um agradecimento especial nas notas do próximo capítulo ^^
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