WD Recomenda: Antes que eu vá por Lauren Oliver


Hey, pessoas!
Vamos estrear esse WD Recomenda, não?
Pois bem, a primeira recomendação será de um livro <3
Sinceramente? Eu acho que nunca conseguirei expressar o quão bom é esse livro de forma decente, mas vamos lá.
Para baixar o livro, clique na imagem :)

Título: Antes que eu vá
Autora: Lauren Oliver
Número do livro: Livro Único
Sinopse: Samantha Kingston tem tudo: o namorado mais cobiçado do universo, três amigas fantásticas e todos os privilégios no Thomas Jefferson, o colégio que frequenta — da melhor mesa do refeitório à vaga mais bem-posicionada do estacionamento.
Aquela sexta-feira, 12 de fevereiro, deveria ser apenas mais um dia de sua vida mágica e perfeita. Em vez disso, acaba sendo o último. Mas ela ganha uma segunda chance. Sete “segundas chances”, na verdade. E, ao reviver aquele dia vezes seguidas, Samantha desvenda o mistério que envolve sua morte — descobrindo, enfim, o verdadeiro valor de tudo o que está prestes a perder.
Citação preferida: Você acha que eu estava sendo tola? Ingênua? Tente não me julgar: lembre-se que somos iguais, eu e você.
Também pensei que fosse viver para sempre…


Dizer que esse livro me surpreendeu é como dizer que o céu é azul. Quando o emprestei da biblioteca da escola, pensei que seria algo maçante, chato e que só serviria para eu ler quando não tivesse absolutamente nada melhor para fazer, ou seja, nunca.
Não preciso nem dizer que estava completamente errada, não é?

Samantha Kingston - Sam, para os íntimos - me surpreendeu com sua vidinha perfeita, popular e normal. Ela e suas amigas são o estereótipo vivo de “garotas malvadas”: são populares, bonitas e se aproveitam disso. E eu odiava tudo no começo.
Era patético, a escola Thomas Jefferson vivia de aparências, bullying, festas, drogas… eu estava odiando. Mas ao mesmo tempo, eu entendia tudo.
Quando se está no Ensino Médio - ainda mais no último ano - tudo o que se quer fazer é deixar sua marca, ser lembrado, fazer o ano valer a pena. E qual o melhor jeito de fazer isso senão em uma festa?
12 de fevereiro, sexta feira. É o dia do cupido e, coincidentemente para Sam, é o seu grande dia com o namorado, Rob. O seu dia preferido.
O dia em que ela morre.

Festa na ksa do Kent McFreaky hj a nte.Ta dentro? Eu paro por um segundo expirando longamente, antes de responder a mensagem.Obv.

Sam é uma personagem estranhamente comum. Ela é daqueles tipos de pessoas que você bate o olho e pensa: bonita, popular, metida. Ou seja, fique longe - a não ser que seja do seu círculo de amigos. Não me levem a mal, a personagem é boa, mas todo o seu modo de ver o mundo por esse maldito “filtro” de popularidade faz você odiá-la e pensar: Sam Kingston é uma vaca.
E uma vaca com uma vida perfeita.

Mas então, Lauren Oliver faz algo que você consegue contar nos dedos a quantidade de autores que consegue fazer: te dá uma lição de vida em cada porcaria de linha.

Mas antes que comece a me acusar, permita-se fazer uma pergunta: o que fiz foi realmente tão ruim? Tão ruim que eu merecia morrer por isso? Tão ruim que eu merecia morrer assim? O que fiz foi realmente tão pior do que o que todo mundo faz? É realmente muito pior do que o que você faz?

Tapa na cara melhor que esse não existe. Você começa a engolir tudo o que já pensou da Sam e de sua vida, e começa a questionar-se: e se fosse eu no lugar dela?
São questionamentos e lições preciosas, e que - em algum momento na vida - todos vão encarar. A partir deste momento você começa a entender a Sam. Você percebe que ela é apenas uma pessoa comum, com problemas comuns, e que você não tem direito de julgá-la por porcaria nenhuma… Porque em algum momento da sua vida, você já fez as mesmas coisas que ela.
Quem nunca inventou piadinhas sobre outras pessoas? Quem nunca criou aquela fofoca maldosa sobre aquela pessoa que você detesta? Quem nunca riu de alguém por causa do seu cabelo, rosto, personalidade, corpo…?
Exatamente. Guardem as pedras, porque você não é melhor que ela e suas amigas.

Em sete capítulos - são sete dias de segundas chances - você começa a entender os motivos por trás de tudo, não são motivos que tiram a culpa dos atos, claro que não, mas são motivos.
Em sete capítulos, você acompanha a jornada de Sam por uma chance, uma chance de viver.
E nesses sete capítulos, você começa a torcer pela Sam, esquecendo de tudo o que já leu, você quer que ela consiga. Você quer que ela viva.

Eis outra coisa a se lembrar: a esperança o mantém vivo. Mesmo quando você está morto, é a única coisa que o mantém vivo.

Cada dia é exatamente igual, mas diferente ao mesmo tempo. Em cada novo dia você acompanha Sam descobrindo os podres de sua vida, os podres da vida de todos. Em cada dia os personagens são iguais, mas diferentes. Você começa a entender o que é o ser humano. Uma pessoa com defeitos e qualidades, que comete erros e acertos. Uma imperfeição simplesmente perfeita. 
Em cada novo dia você começa a desvendar o incrível poder que tem a amizade e o acaso.
Cada ação gera uma reação, é fato comprovado, então não fique surpreso quando uma simples rosa mudar toda a história.
Ao final das contas, somos todos humanos buscando um lugar onde se encaixar. Uma lição mais que explícita em “Antes que eu vá”.

Sam também nos mostra que amizade não vê cara, e sim coração. Suas amigas - Lindsay, Ally e Elody - são tão imperfeitas quanto perfeitas, e é extremamente tocante esse processo de descobrimento. A ligação entre elas é palpável, tanto que uma das minhas partes preferidas do livro é quando a Sam cita o que mais gosta em cada uma delas.
É algo que você consegue se identificar, e novamente torce para que tudo dê certo.

- Amo vocês, suas vadias, até a morte. Vocês sabem disso, não sabem? – Lindsay fala. Elody grita: - Abraço de grupo! – Simplesmente chego ali e ponho os braços ao redor dela e aperto até Elody sair, rindo. - Se eu rir mais, vou vomitar – ela diz.

De longe, a personagem mais interessante e complexa é Lindsay. É intrigante como em cada ação dela eu conseguia achar algo que a fizesse parecer uma vaca, e eu a odiava. As prioridades dela eram: sexo, festas e garotos. Ela praticava bullying com uma naturalidade tão assustadora, que eu me vi torcendo para a Sam deixar ela de lado. Eu realmente não conseguia compreender como uma pessoa poderia ser tão… estúpida e arrogante.
Até os últimos capítulos.
Grandes revelações, merda sendo jogada no ventilador, e eu finalmente compreendi a Lindsay e comecei a gostar dela.
Tarde demais.

– Totalmente – eu digo. As sextas-feiras são as mais complicadas em alguns aspectos: você está muito perto da liberdade – Me mate, agora.– De jeito nenhum – Lindsay aperta meu braço. – Não posso deixar minha melhor amiga morrer virgem.

Não podemos esquecer da família da Sam, não é? De longe, acho que a personagem que mais me fez chorar - além da própria Sam - foi sua irmã, Izzy.
Eu tenho uma irmã mais nova, então a cada pequena aparição da Izzy eu conseguia me identificar com a Sam, e eu percebi que - se estivesse no lugar dela - faria exatamente as mesmas coisas.
Dizer que eu chorei quando, em um dos capítulos houve vários momentos de irmãs é eufemismo, eu desabei em lágrimas.
Ver a realização bater para a Sam, ver ela entender que ela nunca mais irá ver sua família novamente, nunca vai acompanhar o crescimento da sua irmã… Duvido muito que alguém aguente sem desabar em lágrimas.

Izzy sopra ar por entre seus lábios. “Eu queria que ninguém nunca morresse,” ela diz.Eu sinto um ardor na minha garganta, mas dou um jeito de sorrir. Dois desejos conflitantes passam por mim ao mesmo tempo, cada um tão afiado quanto uma navalha: Eu quero ver você crescer e Nunca mude. Eu coloco minha mão no topo de sua cabeça. “Ficaria bem lotado, Izzy,” eu digo.

Vocês devem estar se perguntando: é só isso? Sem romance?
Não, eu estou guardando o melhor para o final.
Kent. Lembrem-se desse nome, pois esse é um personagem mais que essencial para a nossa querida Sam - apesar de no começo ela negar com todas as forças.
O que você faria se descobrisse estar apaixonada pelo cara menos popular da escola? Clichê, certo?
Errado.

Kent é de longe o personagem menos clichê que eu já vi. Usando um chápeu cuco e roupas remendadas, desde o começo você percebe que ele é alguém importante. Um antigo amigo de infância, aquele com quem você compartilhou o primeiro beijo - e até mesmo o último.
Ele é aquele cara que você sonha que saia do livro. Bonito, gentil, inteligente, carismático, amigável… ele tem um papel extremamente importante na história e no “mistério” que é a morte de Sam.

Kent me encara com firmeza. Depois chega mais perto. Por um segundo acho que ele vai tentar me beijar, e meu coração para. Mas ele simplesmente encosta a boca no meu ouvido e diz: - Enxergo exatamente o que você é.

E então, já no final do livro, com todas as mensagens e questionamentos, quando você percebe que começou a cair e cair em uma queda que não acaba mais, finalmente te bate a realização de que você não estava caindo. Estava voando.
Essa é a sensação de ler esse livro magnífico.
E você só vai entender quando descobrir que:

Algumas coisas se tornam lindas quando você realmente olha.
Não sei mais o que dizer além disso.
Beijocas!



3 comentários. Comente também!

  1. Vou ler com certeza, obrigada pela indicação ^-^

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. HEEY!
      Que bom que gostou, eu não tinha ideia de como iria recomendar esse livro, porque ele é daqueles livros que só lendo você entende como é bom ♥
      Fico feliz que gostou *---*

      Excluir
  2. fiquei com bastante vontade de ler esse livro e você explicou ele de uma forma simples, gostei do seu resumo kk. Conheço os outros da autora, da série Delírio e juro que terminei o segundo em dois dias e estou devorando o terceiro quase chorando por saber que é o último da série. Recomendo e muito! É aquele livro que quando termina você quer arrancar os cabelos, gritar e ler logo a continuação hahah
    beijocas

    ResponderExcluir

Tecnologia do Blogger.